quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Crítica do filme "Moon"






Realização - Duncan Jones

Género - Ficção Científica/Thriller




A Lua... quem diria que no futuro seria ela a acabar com todos os problemas de recursos energéticos e trazer paz e alegria ao mundo... Ou pelo menos é assim na realidade de "Moon", um curioso filme de ficção científica muito diferente do que estamos habituados com "Star Wars", "Star Trek", "Aliens" ou "District 9" que conta com Sam Rockwell como protagonista. Depois ter o petróleo finalmente ter acabado, o ser humano descobriu outro recurso mais abundante e quase ilimitado, Helium 3 (ou H3), superfície da Lua aquecida pela Terra capaz de produzir energia. Sam Bell é um operário com um contracto de três anos na Lua, onde vive completamente só enquanto trabalha como coleccionador de Helium 3, acompanhado apenas por um ajudante robótico, GERTY (com a voz de Kevin Spacey), que se tornou, para mim, um dos melhores robôs no cinema. Como podem imaginar, o cenário é extremamente deprimente: viver num enorme rochedo sozinho durante três anos, sem ver a esposa e testemunhar o crescimento da filha... Acontece que a duas semanas de acabar o contracto, Sam sofre uma profunda depressão, tem um acidente e acorda na sala médica com uma sensação que algo está errado... Acaba, então por descobrir algo muito, muito obscuro! Vou evitar ao máximo dizer o que é para conservar o elemento surpresa, apenas digo que a Tagline do poster tem razão: ( 950.000 miles away from home, the hardest thing to face... is yourself).
Moon é um filme brilhante, original e com muito sentimento, não é o vosso filme de Sci-Fi comum, com muitas explosões e aliens, é muito mais sóbrio, misterioso e profundo. O enredo é excelente, muito bem construído que quase nos transmite o ambiente deprimido da primeira metade. Sam Rockwell esteve muito bem como... herr... Sam e como já referi acima, GERTY, é uma personagem robótica brilhante, que demonstra as suas emoções através de um smiley que nos dão uma sensação muito humana apesar da sua voz monocórdica.
Não existe muito a dizer sobre este filme, visto que é do mais simples que há. Não existem grandes cenas de pancadaria ou explosões, mas aqui a simplicidade é o seu maior trunfo, conseguimos simpatizar com o protagonista e querer saber o que vai dizer ou fazer a seguir, importamos-nos com o seu futuro e com o que sente, eu próprio até senti pena do protagonista e da sua solidão extrema. Não um filme para uma plateia generalizada, mas se gostam de um filme calmo, profundo e envolvente, vão gostar deste.


Nota: 8.4/10



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