segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crítica do filme "Zombieland"






Realização - Ruben Fleischer

Género - Terror/Comédia/Aventura/Acção



Hoje vamos ter uma análise algo adiantada, Zombieland, apesar de já ter estreado nos Estados Unidos, vai estrear em terras lusas no mês de Dezembro (uma escolha clara para um filme de zombies estrear no mês natalício...), mas ninguém aqui quer saber, pois não?
Zombieland passa-se num futuro muito próximo, num planeta Terra pós-apocalíptico, transtornado por uma evolução do vírus da "Vaca Louca", transformando toda a gente em seres sem razão e extremamente violentos, AKA, zombies. Columbus, um estudante universitário, cujo o nome não é revelado (motivo que irei revelar em breve), é um dos últimos sobreviventes pela simples razão que cumpre todas as suas regras contra os zombies, como "ter cuidado com as casas de banhos" ou "aquecer sempre", que aparecem sempre no ecrã quando são cumpridas de uma forma inteligente e cómica ao mesmo tempo. Columbus tem como objectivo chegar até Columbus, Ohio, para tentar encontrar os pais e a caminho encontra o cowboy "mad-killer", Tallahassee, cujo o único objectivo mais importante para além de rebentar com aqueles zombies todos é... encontrar uma caixa de Twinkies (para quem não conhece, pensem como uma espécie de Bollycao dos americanos), que tem como destino, Tallahassee (já perceberam agora os nomes de cada personagem?). O que se segue é uma improvável parceira entre dois opostos (Columbus é um seguidor de regras estrito, enquanto Tallahassee dispara primeiro e depois faz perguntas), que acaba por se tornar bastante engraçada, a química entre os dois actores é fenomenal, enquanto falam sobre coisas "banais" em Zombieland, como quem tinha merecido a "Zombie Kill of The Week", isto muda quando se deparam com duas irmãs, Wichita e Little Rock (Emma Stone e Abigail Breslin, respectivamente), que os enganam aos dois, roubando-lhes o Hummer e o armamento, após um reencontro, os quatro unem-se e dão-se 90 minutos de uma viagem pós apocalíptica pelo país com muitas piadas, zombies e... Bill Murray!
Zombieland, apesar de ter os zombies em centro de atenção, estes não são o ponto alto deste filme, mas sim os diálogos e química que os actores têm entre si, basicamente, uma família desfuncional que vão aprendendo a gostar uns dos outros eventualmente. Claro que existem as indispensáveis cenas de acção, que estão muito bem feitas, apesar de estas aparecerem mais no terceiro acto, os zombies estão bem caracterizados, apesar de achar que o gore poderia ter sido levado mais ao extremo.
Não existe muito a dizer acerca deste filme sem ser que foi sem dúvida uma experiência muito agradável, divertida e cheia de zombies, recomendo a todos os que gostarem de comédias inteligentes e filmes de zombies em geral.



Nota: 8.8/10

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