sábado, 11 de julho de 2009

Crítica do filme "Pulp Fiction"



IMDb - 8.9/10
Metacritic - 94/100
Realização - Quentin Tarantino
Género - Crime / Acção / Thriller / Drama

Vamos já esclarecer uma coisa: Pulp Fiction é uma das melhores peças cinematográficas de sempre. Sem discussões.

Posso tentar explicar-vos que assim o considero pela credível e assentada história, pelo desempenho fantástico de um elenco de luxo ou mesmo pela banda sonora muito característica, mas onde Pulp Fiction brilha, sem margem para dúvidas, é no diálogo. Algo em que Quentin Tarantino é especialista, como devem calcular se já exploraram a obra do realizador. A forma brilhante como as situações são apresentadas e encaradas por personagens completamente realistas e facilmente comparáveis com a realidade, assim como a maneira que os mesmos interagem entre si chega ao ponto de parecer verdadeiramente palpável.

Poderia fazer-vos uma sinopse onde diria que em Pulp Fiction são apresentadas três histórias de personagens distintos que acabam por se unir e cada uma acaba por ter o seu devido desfecho, mas a verdade é que todo o triunfo do filme está na vertente humana.

Situações, reacções, problemas, crenças, atitudes, comportamentos, medos, tudo isto está presente em Pulp Fiction e apresentado de uma maneira que só o mestre Quentin sabe.

É justamente por ser tão assentado na realidade 'dura' (e simultaneamente humorística) que é fácil encontrar atitudes racistas, discriminatórias, humor subtil e, acima de tudo, humor negro, da forma como só Tarantino sabe entregar, desprovido de atitudes politicamente correctas ou preocupação com o que a vossa mãe possa pensar. Para além disto, a comédia é um elemento bastante presente no filme, assim como a violência gráfica e, claro, os 'palavrões'. Não há mais ninguém que diga 'motherfucker' como Samuel L. Jackson diz; aliás, só Samuel L. Jackson consegue dizer 'motherfucker' duas vezes seguidas e não parecer um idiota, fazendo sentido completo no contexto em que está inserido. Brilhante.

Entrando em termos técnicos, os efeitos especiais estão longe de perfeitos, notam-se umas falhas subtis (buracos na parede antes da arma ser dispara), um erro de continuidade ou outro, mas nada que tire qualquer mérito a esta película fantástica.

Recomendo a qualquer pessoa que goste de ver o que quer que seja pois este é, obviamente, uma película icónica da história do cinema. E, por muito bom que Forrest Gump tenha sido, não bate Pulp Fiction. Shame on you, Academy. 


Nota: 10/10

2 comentários:

André Franco disse...

Excelente crítica de um excelente filme, um clássico mesmo!!
Continua assim!!

Anónimo disse...
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