sexta-feira, 10 de abril de 2009

Análise - Prince of Persia



«por RB»

Estava eu num centro comercial e dirijo-me a uma das minhas lojas preferidas (apesar dos preços abusivos), uma GAME. Olho à prateleira de jogos para XBOX 360 e vejo lá Prince of Persia por 22.95€. Em baixo estava Assassin's Creed por 12.95€, que para mim, foi o primeiro jogo Next-Gen, isto na altura em que pouco ou nada percebia de jogos.

Fiquei na indecisão:

Um jogo com o mesmo nome que o original, que para mim foi um dos melhores jogos de sempre ou
o jogo que eu considerei na altura como o verdadeiro Next-Gen?

Tanto que adorei de Sands of Time e gostei de Warrior Within e Two Thrones, que acabei por escolher Prince of Persia (PoP).

A UbiSoft desta vez centrou-se em lançar um jogo mais soft, excluindo a violência caracteristica da série anterior. Porém, esta aventura é completamente diferente da triologia original; nesta saga encarnamos um aventureiro do qual nem sabemos o nome durante toda a aventura, mas só temos a certeza de uma coisa: um principe não é de certeza. Aliás, o nosso personagem é uma espécie de ladrão com muito sentido de humor (exactamente o oposto do Prince original) e raras serão as situações em que não diga uma piada ou algo sarcástico, mas muito habilidoso com a espada e extremamente ágil.

O jogo começa quando o nosso personagem perde a sua mula que ia carregada de ouro numa tempestade de areia. Por acidente ele encontra Elika, uma princesa que foge dos "soldados" do seu pai (penso eu de que...) estes "soldados" serão o único inimigo humano que enfrentarão durante o jogo, com excepção do pai de Elika. Elika foge e vocês seguem-na e através de diálogos ela conta-vos toda a história. Um deus mau está solto e consigo espalha a corrupção - o vosso principal inimigo - e o vosso objectivo é pará-lo. Como? Existem campos especiais onde Elika pode usar os seus poderes especiais, tornando esses campos "corruptos" em campos floridos onde os pássaros voam e cantam.

Ora, agora perguntam-se: Elika tem poderes? Que poderes? E esses campos? Qual é a dificuldade?
Vamos com calma: Elika tem poderes; poderes do deus Ozmard (salvo erro) que são os poderes da luz, aliás, vocês são a última esperança do mundo, vocês são a luz!; os campos são sitios dificeis de acessar devido ao facto de haver corrupção espalhada por todo o lado...

Retomando à história: no inicio o nosso personagem (vamos chamá-lo Prince) pouco ou nada conhece de Elika mas que atráves de diálogos vão-se conhecendo e devo dizer, no que toca a este aspecto, os diálogos estão soberbos, tanto as vozes como o tema que eles falam.

A UbiSoft preocupou-se em dar controlo ao jogador sobre o jogo ao contrário da outra saga que era linear. Neste PoP o jogador tem um mapa à sua disposição com todos os campos, nos quais podem marcar os que têm de curar. Poderão saber o caminho a seguir atráves de uma bola de luz que Elika faz e se dirige na direcção correcta.
Outro facto interessante reside na maneira de acessar os campos; os mesmos por vezes estão num sitio onde são inalcançáveis se não usarem um dos quatro poderes de Elika; poderes estes que são "comprados" com Light Seeds, que são nada mais, nada menos que pequenas bolas de luz que aparecem sempre que curam um campo. Cada poder "custa" algumas Light Seeds, por isso é sempre melhor tentarem apanhá-las todas, e se o fizerem ganharão um achievement/trophie.

Depois de terem alcançado o campo pertece-vos a responsabilidade de curá-lo; neste aspecto vocês sentem-se como um verdadeiro herói; a corrupção desaparece e tudo ganha vida. Deslumbrante! Porém, o jogo é softcore, ou seja, não apresenta grandes dificuldades e raramente ficam com aquele gostinho de dever cumprido. Como é dirigido ao público mais jovem, existe uma particularidade: Prince nunca morre. Sempre que está prestes a cair de uma enorme altura, a ser executado por um inimigo ou algo do género, Elika aparece e salva-o mesmo que esteja amarrada por exemplo.

Como hoje é o meu aniversário e tenho muito a fazer, não posso prolongar muito mais esta análise, vou agora apenas referenciar os aspectos técnicos do jogo.

Graficamente é simplesmente deslumbrante. Um efeito ilustrativo, que não é Cel Shading, dá a ideia que nos movimentamos por uma aguarela interactiva, nota máxima!
O som cumpre totalmente com os diálogos dos personagens a serem simplesmente fenomenais e a música sempre perfeita. A jogabilidade não fica atrás e PoP obtem novamente a nota mais alta neste aspecto. O enredo não é linear, dando total liberdade ao jogador de se dirigir onde bem entender.

Claro que existem inimigos que têm de enfrentar ao longo do jogo e é óbvio que não andam com a espada para enfeitar. Temos um botão para ataques acrobáticos, outro para ataques com a espada, outro para ataques com a nossa garra e outro para Elika. Ora aqui, o combate é como uma espécie de filme. Se usarem esses botões com uma sequência que faça sentido, o combo será maior e o dano infligido ao inimigo será superior a um simples ataque. Existem ocasiões em que o inimigo usa vários tipos de protecção e nessas ocasiões só poderão usar uma arma, até impedirem o inimigo de usar essa protecção.

Resumindo, Prince of Persia destaca-se nesta geração, não só pela inovação no quesito gráfico, como toda a sua essência dos contos das 1001 noites. Apesar de toda a sua grandiosidade, Prince of Persia não superA Prince of Persia: Sands of Time.

Positivo:

  • Gráficos e estilo visual muito cativante
  • Diálogos
  • Banda sonora
  • Elika
  • Sentido de humor de Prince
  • Combate espectacular

Negativo:


  • O jogo deveria chamar-se "Princess of Persia" já que o nosso protagonista não é nenhum principe e Elika é uma princesa
  • Campanha algo curta, podendo ser completa em 10 horas
  • Sentido de humor do Prince (também é um ponto negativo porque ele é um idiota)

Nota final: 86%

Vale a pena gastar 30€ no jogo?
Meh...

Detalhes do jogo:
Nome: Prince of Persia
Editora: UbiSoft Montreal
Distribuidora: UbiSoft
Plataformas: XBOX 360 PS3 PC
Género: Aventura Plataformas
Modos: Single Player
Rating: +12
Metacritic score: 81 out of 100

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