segunda-feira, 30 de março de 2009

Análise - Splinter Cell Double Agent



«por RB»

Devo dizer que quando recebi (era eu bem pequeno) a minha XBOX (a original) pouco tempo mais tarde o meu pai adquiriu o jogo Splinter Cell: Pandora Tomorrow. Abri a caixa, tirei o disco, abri a bandeja da consola, pus o disco, fechei a bandeja, comecei a jogar e só me apareciam ecrãs de Game Over. Ora eu, com os meus 8 anos, pergunto-me: Onde é que está a piada disto? Ele tem armas e não posso disparar!!!

Entretanto passaram-se 3 anos... vi o jogo enconstado a um canto; abro a caixa, tiro o disco, abro a bandeja da consola, ponho o disco, fecho a bandeja, começo a jogar e só me lembro que estive a noite toda acordado a jogar àquela maravilha. Nem parecia o mesmo jogo! Adorei! Acção furtiva no seu melhor; e desta vez, já sabia usar a visão nocturna e a visão térmica.

Passou um ano, ... compro uma XBOX 360, vou jogando Gears of War, Bioshock e Mirror's Edge, até que no dia 1 de Fevereiro de 2009 passo na GAME e vejo Splinter Cell Double Agent à venda pela mera quantia de 12.95€! Nem hesitei! Comprei!

Cheguei a casa, comecei a jogar e ali me levei... mas este jogo não era a mesma obra de arte que foi Pandora Tomorrow. É tal e qual como diz na capa: DOUBLE AGENT. Eu sinceramente, não apreciei muito as missões de Agente Duplo. Preferia a espionagem típica de Splinter Cell.

Mas falando acerca do jogo, vou explicar como este se desenrola: somos Sam Fischer (novidade!), um dos meus personagens preferidos, e fazemos de agente duplo para para a JBA, uma organização terrorista que quer plantar bombas (novidade!).

Ou seja, temos 2 tipos de missiões:

- As missões clássicas, onde o objectivo principal é não ser visto; já agora, devo dizer, que não apreciei muito a maneira de sermos avaliados, enquanto que nos outros Splinter Cell, em determinadas missões, fôssemos vistos, perdíamos, neste SC se formos vistos perdemos pontos; ou seja, quando acabamos a missão aparece-nos um ecrã que indica quantas pessoas matá-mos não-letalmente, quando alarmes activámos e etc... e depois, baseado nessas estatisticas, obtemos uma pontuação de 0 a 100%. 0 a 100%? Peço desculpa! Se activarem muitos alarmes ou fizerem muita me***, poderão atingir pontuação negativa!! Retomando, são as missiões tipicas, onde temos de passar despercebidos, ou para roubar alguns ficheiros ou coisa parecida.

- E temos as missões de agente duplo, onde estamos nas instalações da JBA (já agora, nós trabalhamos para a NSA) e agimos normalmente, porém recebemos ordens da NSA para fazer determinada missão; ou seja, imaginem que o líder da JBA, Emile, vos manda descodificar um e-mail e têm 20 minutos para irem ter com ele: vocês descodificam o e-mail o mais depressa possível e recebem ordens da NSA, que por exemplo, vos manda, roubar um ficheiro informático. Esse tipo de objectivos encontra-se em áreas restritas e se forem apanhados, perdem confiança (falarei disto mais à frente) ou se forem apanhados a fazer algo suspeito, automaticamente, perdem!


Mas como são agente duplo é normal que tenham de manter um certo equilibrio. Temos 2 barras: a barra de confiança da NSA e a barra de confiança da JBA. Perdem confiança ao fazerem determinadas coisas que eles não querem, como por exemplo, activarem alarmes ou matar alguém que tem continuar vivo. Quando uma dessas barras chegar a 0, perdem. Existem momentos no jogo onde têm de escolher; por exemplo, lembro-me do navio. Como foram vocês que plantaram uma bomba no navio, têm controlo sobre ela (sem a JBA saber) e têm 3 opções:
  • Rebentar com o navio - ganham confiança da JBA e perdem da NSA;
  • Culpar Enrica (uma amiga) - não perdem confiança de nenhum lado porém Enrica morre;
  • Não fazer nada (que foi o que eu escolhi dada a minha situação) - salvar Enrica e salvar os passageiros a bordo do navio e ganhar confiança da NSA, porém perder confiança da JBA.
Têm várias engenhocas à vossa disposição que vão desde microfones que vos permitem gravar o registo de voz dos vossos inimigos, que vos dará jeito para acessar aréas que só eles conseguem, até bombas que se metem na parede e emitem fumo, atordoando o inimigo. Neste aspecto, não se podem queixar.

Também podem fazer as tipicas interrogações, onde se aproximam do inimigo, bloqueiam-lhe os movimentos e começam a tirar-lhe as informações pretendidas, que por vezes são códigos para abrir ou acessar algo.
Uma coisa que não me agradou e que preferia que fosse igual a Pandora Tomorrow, é a barra de visibilidade; em Pandora Tomorrow, tínhamos uma BARRA que ia desde o branco ao preto, se estivesse a indicar o branco, estávamos visiveis, se indicasse mais escuro, ou preto total, éramos "invisiveis". Em SC:DA isto não acontece, temos um sistema "semáforo", onde temos uma bolinha nas costas: se estiver amarela estamos visiveis, se estiver verde não nos vêem e se estiver vermelha, é porque o alarme já foi activado. Eu não gosto deste sistema porque só temos 2 maneiras de saber a nossa visibilidade, enquanto que em Pandora Tomorrow tínhamos uma barra com uma maior "variedade".

O multiplayer não é nada de extraordinário. Aliás, difere bastante da campanha single-player. Porquê? Porque em Single Player, o que interessava era não ser visto, no multiplayer, em parte é ser rápido. Podemos jogar como espião, onde somos extremamente rápidos, agéis e resistentes comparados com Sam Fischer (que está uma bela treta) ou como Upsilon Forces onde temos de matar os espiões e impedi-los de fazer o download dos ficheiros (que é o objectivo dos espiões). Devo salientar que ao sermos da Upsilon, entramos no modo FPS (First-Person-Shooter), porém não se compara a um COD4 ou a um Halo.

Falando nos aspectos técnicos, quando soube que o jogo foi lançado em 2006, fiquei em certa parte, pasmado. Isto porque tem texturas excelentes, efeitos de luz (embora com algumas imperfeições) e água verdadeiramente espectaculares. Só não digo que é o jogo com melhores visuais de 2006, porque Gears of War foi lançado no mesmo ano. Mas até actualmente, SC:DA tem gráficos muito bons mesmo.
A jogabilidade está excelente como em todos os outros Splinter Cell assim como o som, que no inicio era um pouco irritante porque sempre que aparecia algo interactivo um ouvia-se um clique, o que eu agora acho muito importante, visto que às vezes estamos concentrados em fazer algo e quando ouvimos um clique sempre pode ser uma ajuda preciosa. Retomando a jogabildade, no campo dos tiros, está muito boa, com um bom sistema de cover aliado ao bom 3rd Person Shooter, onde nos podemos movimentar enquanto disparamos, ao contrário de Resident Evil.

O que tenho a dizer? Grande jogo, mas Pandora Tomorrow é superior. O que eu quero mesmo experimentar é Chaos Theory, pois acredito que esse "arrebente"!

Só para salientar que as versões XBOX 360, PC e PS3 são diferentes de XBOX, PS2 e Wii.

Positivo:

  • Gráficos excelentes
  • A fantástica jogabilidade de Splinter Cell
  • O som não desilude
  • Muitas engenhocas para usar

Negativo:

  • Sistema de visibilidade tipo "semáforo"
  • Multiplayer poderia ser melhorado
  • Alguns glitches incomodam a campanha

Nota final: 89%

Vale a pena gastar 12.95€ neste jogo?
Óbvio que sim! Melhor ainda se gostares de acção furtiva.

Detalhes do jogo:
Nome: Splinter Cell Double Agent
Editora: UbiSoft
Distribuidora: UbiSoft
Plataformas: XBOX 360 PS3 PC PS2 XBOX Wii GameCube
Género: Acção furtiva
Modos: Single Player Multiplayer Online co-op
Rating: +18 / Mature
Metacritic score: 85 out of 100

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