domingo, 22 de fevereiro de 2009

Análise - Gears of War 2


                          «por RB»
"É graças a estes jogos que me orgulho de ter uma XBOX 360!"

Desta vez vou mudar um pouco a estrutura das análises e os "Prós" e os "Contras" chamar-se-ão Positivo e Negativo e aparecerão no fim, de modo a começar logo a análise e depois resumir.

Gears of War 2 é a sequela do estrondoso sucesso que foi Gears of War, um dos melhores 
Third-Person-Shooters (TPS)de sempre, devido ao seu imbatível sistema de cover. A saga foi desenvolvida pela EPIC em parceria com a Microsoft, e como é de prever é um exclusivo XBOX 360 (algo que a maioria de vocês já deve saber).

Para quem perdeu o primeiro capítulo (que é grandioso também), permitam-me informar-vos que GoW se desenrola quando uns aliens chamados Locust invadem a Terra dominando-a quase totalmente. Felizmente, existe alguém para se opôr, as Forças de Coligação (COG)
que são um exército constituído pelos soldados, os Gears. Infelizmente, os Locust são em demasia e os Gears não são suficientes para fazer frente, mas conseguem garantir que ainda sobrevivem.

Entrando na história do segundo capítulo, o jogo começa no hospital de San Jacinto (a cidade), e, tal como no primeiro capítulo, como não podia deixar de ser, controlamos Marcus Fenix, um dos Gears (mas vocês já devem saber esta treta toda não?)

O que se nota nesta edição, logo após disparar sobre um Locust, é que a cor do sangue é mais viva, o que até fica melhor em comparação ao primeiro título. Graficamente está excelente, sendo possivelmente, o jogo com melhores gráficos de sempre (até hoje claro!), mas não se nota a clara evolução como em GoW. Mas não esperem que esteja tudo igual; as expressões e caras das personagens estão melhores ainda, o "desmembramento" (chamemos-lhe assim) está ainda melhor e existem algumas novidades que falarei mais adiante.

Presumo que saibam que GoW é quase de certeza o TPS com melhor sistema de cover no mercado; fiquem a saber que neste aspecto nada mudou, o que mudou foi o facto de quando ficarem down poderem arrastar-se, o que dá jeito no multiplayer, já que no single player não existe a possibilidade de ficar down, o que faz sentido, visto que a IA dos nossos camaradas é igual à dum pneu dum carro. Vejam só; estava eu no início do jogo (creio que ainda no hospital de San Jacinto) e estou em pleno campo de batalha contra uma enorme horda de Locust's. Como já estava com a caveira no meio do ecrã quase cheia voltei para o corredor a fim de me abrigar; qual não é o meu espanto quando vejo o meu camarada com uma sniper, a fazer pontaria, e a disparar contra uma parede! HELLO! Ou era atrasado ou era... atrasado!

Mas também não esperavam que a única novidade foi o facto de poder-mos arrastar-nos pois não? Claro que temos armas novas e versões evoluídas de armas, como é o caso da HammerBurst 2.0 (preferia a primeira).

Temos um lança morteiros, que não é nada mais, nada menos, que a arma mais poderosa do jogo. Passo a explicar; usamos o LT e apoiamos o lança morteiros, usamos o analógico para a pontaria
e o RT para calcular a distância, quanto mais tempo pressionarem, mais longe irá. Depois de dispararem o tiro sairá para o céu, numa recta curvilínea e quando está prestes a cair, divide-se em vários matando de imediato quem esteja por baixo.

Temos um lança chamas que também é muito poderoso, mas somente em combate próximo, já que o seu alcance não é muito grande, o que faz todo o sentido.

Também temos a HammerBurst 2.0 que desta vez dispara tiro-a-tiro, ao contrário da primeira que disparava uma sequência de balas, parava, e disparava novamente. Eu sinceramente, nunca uso a HammerBurst, não gosto, nunca mesmo. A HammerBurst original, na minha opinião, era melhor.

Outro factor que não me agradou foi o facto de em vez das 660 munições para a Lancer, o nosso limite passa a ser 550, o que por vezes pode fazer a diferença entre viver ou perder.

A par de novas armas, temos novos inimigos, e vai já uma informação: neste jogo (ao contrário do primeiro) não existem Berserkers. Temos novos inimigos que transportam escudos e uma maça e são dos mais fortes; basta um golpe e já se foram! É sempre bom estar "beeeem" afastado deles, sendo a melhor solução disparar-lhes para os pés ou apanhá-los por trás, mas não esperem que os consigam vencer assim!

Outra novidade consiste no facto de podermos usar o inimigo que está down como escudo humano (ou "Locustiano"), e depois de ficar sem utilidade, basta partir-lhe o pescoço.

No multiplayer temos velhos e novos modos:

Warzone - Duas equipas e enfretarem-se até uma acabar (tipo Team Deathmatch)

Execution - Igual a Warzone, mas é necessário executar os oponentes

Annex - Duas equipas com uma zona do mapa para controlar (que muda), respawns infinitos até uma atingir a pontuação necessária

Wingman - Equipa com dois elementos iguais (dois Marcus, dois Dominic's...) tentam eliminar as outras equipas

Submission - Consiste em levar um NPC activo até à nossa base (estilo "Capture the flag")

Guardian - Duas equipas, dois líderes. Enquanto o líder estiver vivo os respawns são infinitos,
 quando morrer, é igual a Warzone.

King of the Hill - Igual a Annex, mas apenas com um local para controlar (que muda quando se inicia um novo jogo), com respawns infinitos excepto quando estamos a defender o local.

Horde - Uma equipa tenta combater sucessivas ondas de Locust's (máx.50) que vão aumentando (de dificuldade) a cada onda. Quando todos morrerem, acaba.

Também existe a possibilidade de jogar em co-op a dois.

Agora falando nos aspectos técnicos.

Graficamente, como foi referido anteriormente, está deslumbrante; os efeitos de iluminação são muito bons, as texturas estão espantosas e os detalhes fabulosos! O único defeito é o facto de existir o "bug" que nos permite pôr parte da nossa arma pela parede.

A jogabilidade é fenomenal. O sistema de cover é excelente e duvido que encontrem melhor. É super simples e super divertido jogar GoW.

O som está num patamar altíssimo, graças, essencialmente, aos diálogos dos personagens que roçam a perfeição. Além do mais, GoW2 possui músicas verdadeiramente espectaculares e os personagens são muito carismáticos. Outro factor excelente reside nas frases que os mesmos
dizem. "That's a lotta juice!"; "That gotta hurt!"; "Stop screaming like a little girl!", e muitas mais, são frases que ficarão na nossa memória por muito tempo.

GoW2 é um jogo que no modo de campanha dura cerca de 12 horas, isto na dificuldade Hardcore, que até à data foi a única que joguei, mas agora que desbloquiei Insane é certo que dure mais. Mas o que aumenta a duração de GoW2 é o multiplayer. A inclusão do modo Horde também garante mais umas horitas de diversão. Mas como nem tudo é perfeito, GoW2 sofre de um problema que o seu antecessor não sofria: o matchmaking. Se jogarmos em Public podemos ter de esperar 15 minutos para começar a jogar em vez dos 3-5 minutos de GoW.

Agora uma pequena nota: existem achievements que para os desbloquearem terão de jogar bastante:

Seriously 2.0 - Kill 10,000 enemies
Party is like 1999 - Play 1999 rounds of multiplayer





Positivo:


  • Gráficos de encher os olhos. 
  • Sistema de cover fabuloso.
  • Diálogos verdadeiramente fantásticos. 
  • Inclusão de novos modos multiplayer. 
  • Diversão garantida!
  • "That's a lotta juice!"


Negativo:


  • Processo do matchmaking em Public pode ser algo demorado.
  • IA dos colegas

Nota final: 96%                                                                                                                                                                         


Vale a pena gastar 70€ neste jogo?
Não. Só se fores um cabrão endinheirado. Jogos não se compram por 70€. 

Detalhes do jogo:
Nome: Gears of War 2
Editora: EPIC 
Distribuidora: Microsoft
Plataformas: XBOX 360
Género: Third-Person-Shooter / Acção
Modos: Single player | Multiplayer online | Co-op

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